sábado, 11 de maio de 2013

INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS, E AGORA?

INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS, 
E AGORA?









Atualmente, aumentam mundialmente e, em particular no Brasil os números de casos e a gravidade das denominadas "intoxicações e envenenamentos". Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde, em torno de 3% da população urbana, nos países em desenvolvimento, é afetada, anualmente, por estes tipos de acidentes.





 
A utillização crescente e abusiva de substâncias químicas não acompanhada de precauções e cuidados necessários, vem causando sérios problemas de saúde às pessoas expostas, usuários desses produtos, na zona rural, rodovias, no ambiente doméstico, nas escolas, nos locais de trabalho, configurando um alto risco para a saúde.


 






 
Diante da seriedade dos acidentes, cabe-nos, enquanto profissionais de saúde, conscientizarmos as pessoas dos riscos e trabalharmos, sobretudo, visando a prevenção.



 
Paracelsus (1493-1541) já dizia "todas as substâncias são venenos, não há nenhuma que não o seja. A dose correta determina o remédio e o veneno". Doses gradativas de uma droga dada a um indivíduo geralmente provocam magnitude de resposta aumentada à medida que as doses são elevadas.




 

As intoxicações são causadas pela ingestão, aspiração ou introdução no organismo, acidental ou não, de substâncias tóxicas, como:



Entorpecentes


 

Medicamentos




Produtos químicos de limpeza 



Alimentos deteriorados




Venenos        



Gases tóxicos


 

Elas podem ser subdivididas de acordo com o tempo de ocorrência: 



aguda (até 24 horas do acidente)





sub-agudas ( os primeiros dias após) 







sub-crônicas ( até um mês) 




 
crônicas ,exposição a determinada substância durante longo tempo, resultando em acumulação do composto no corpo (metais, como o chumbo, por exemplo).



 



Diante de uma intoxicação, O QUE FAZER?
Em primeiro lugar, a preocupação deve ser com a MANUTENÇÃO DAS FUNÇÕES VITAIS, proceder as técnicas do Suporte Básico de Vida, tendo em vista a estabilização do paciente:
  • A desobstrução de vias aéreas, aspiração de secreções, retirada de corpos estranhos, traqueostomia e outras medidas se necessárias.
  • Manutenção da respiração, ventilação e entubação (se necessário)
  • Manutenção da circulação, promovendo a estabilização hemodinâmica, obter acessos venosos, coletando sangue para exames laboratoriais de rotina e específicos.
  • Tratamento sintomático e específico, monitorização, seguimento.
É de fundamental importância a OBTENÇÃO DA HISTÓRIA CLÍNICA, a idade e sexo, o conhecimento da substância causadora da intoxicação (embalagens e vidros vazios próximos, substâncias, medicações no local, atividade profissional, uso de drogas), quantidade, há quanto tempo, via de exposição, avaliação do estado geral (estado neurológico especialmente) condição física e psíquica, primeiras medidas que foram tomadas.





 

Em seguida, a DESCONTAMINAÇÃO, com o objetivo de diminuir a absorção, aumentar a eliminação. O vômito pode ser realizada no local, ser utilizada para remoção de grandes partículas. 








OBS: É CONTRA-INDICADO na ingestão de produtos corrosivos (ácidos, amoníaco, soda cáustica), quando o paciente estiver comatoso, pelo risco de broncoaspiração de conteúdo gástrico. Também não deve ser estimulada quando da ingestão de estimuladores do sistema nervoso central, podendo precipitar convulsões. Os destilados de petróleo, podem causar pneumonite química se aspirado, podem haver grandes complicações se induzida em crianças menores de 1 ano de idade.


A lavagem gástrica é realizada através da inserção de uma sonda naso-gástrica calibrosa e introdução de solução (soro fisiológico 0,9%) até retorno límpido. Pode-se enviar o conteúdo gástrico para análise.
 




É largamente utilizado a adsorção química, através do carvão ativado que interrompe a circulação êntero-hepática das drogas e intensifica a velocidade de difusão da substância química do corpo para o trato gastro-intestinal. Pode causar uma redução da motilidade intestinal. Logo após utiliza-se um catártico osmótico (sulfato de sódio, sorbitol) que minimiza a absorção acelerando a passagem do tóxico pelo organismo.





A seqüência do tratamento específico é a administração de ANTÍDOTOS contra o toxicante, cujo efeito oposto, pode agir através da formação de complexos inertes, neutralizando o tóxico, competindo com o tóxico pelo alvo e corrigindo os efeitos tóxicos.

 
CONSIDERAR SEMPRE, EM RELAÇÃO À SUBSTÂNCIA UTILIZADA:
  • Dose terapêutica e dose tóxica
  • Ligação protéica
  • Pico de ação
  • Via de eliminação e meia-vida
  • Volume de distribuição
  • Nível sérico.

 
 
 
INTOXICAÇÕES POR GASES
 
  
Ocorrem com maior freqüência em minas, poços de petróleo, garagens, locais fechados e mal ventilados. Os gases podem formar compostos ligados a hemoglobina, impedindo a oxigenação do sangue (monóxido de carbono, por exemplo). O gás cloro ou gás anidro sulforoso também determinam graves intoxicações.
A conduta básica nestes acidentes é:
  • Retirar o acidentado do local, levando-o para o ar livre, deve-se tomar cuidado para que o socorrista não acabe intoxicado também, utilizando proteção
  • Afrouxar roupas
  • Repouso albsoluto
  • Medidas de manutenção das funções vitais
 
 
 
 
 
INTOXICAÇÕES POR ÁCIDOS E ÁLCALIS FORTES
 
 
 
Tais intoxicações são comuns em acidentes com crianças menores de cinco anos e em tentativas de suicídio (hipocloritos, água de lavadeira, soda cáustica, removedores), produzem lesões na boca, língua, esôfago e estômago. O que fazer?
  • Não provoque vômito se ingerido, nunca devem ser passadas sondas nasogástricas pelo risco de perfuração.Pode-se dar um demulcente (protetor de mucosa), como gelatina dissolvida em água ou clara de ovo
  • Se o produto atingiu regiões de mucosa mais sensível, lave cuidadosamente com água corrente
  • Se a criança ou outra pessoa manipulou o produto, deve-se lavar as mãos e dedos para previnir contato com outras regiões (olhos, por exemplo)
  • Requerem ação rápida para evitar as complicações agudas; a endoscopia precoce é de crucial importância para avaliar a extensão da lesão, sendo um método seguro para definição de condutas e prognóstico.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
INTOXICAÇÕES POR METAIS
 
 
As intoxicações agudas por metais (chumbo, por exemplo) apresentam sintomas gastro-intestinais mais significativos, além de mialgia generalizada, encefalopatia. São geralmentes acidentes de trabalho pela utilizaçãode pigmentos em cerâmicas, tinturas de cabelo (não utizadas mais), compostos adicionados à gasolina, baterias, certos tipos de solda. São encontradas também intoxicações por arsênico, mercúrio e fósforo.
O tratamento consiste na avaliação rigorosa dos sinais e sintomas, hidratação adequada, controle sintomático, avaliação de função hepática e renal, e especificamente, a administração de quelantes (EDTA de sódio ou cálcio, Dimercaprol, Penicilamina). Podem ser realizados exames complementares de dosagem do metal sérico ou urina.

 

 
 
 
 
 
 
INTOXICAÇÕES POR AGROTÓXICOS
 
Os agrotóxicos ou defensivos agrícolas são substâncias que vêm sendo cada vez mais utilizadas na agricultura e na saúde pública, podendo ou não oferecer perigo para o homem, dependendo da toxicidade, do grau de contaminação e o tempo de exposição durante sua aplicação. Assim, o principal problema está na sua utilização indiscriminada, sem qualquer preocupação com a segurança.
A questão da segurança não deve se restringir aos que manuseiam os agrotóxicos, aplicando-se também aos operários que os fabricam, às pessoas que os transportam e à população que consomen os produtos nos quais foram utilizados. Tais substâncias além de não apresentarem especificidade para determinada praga (eliminam o nocivo e o útil) poluem o ambiente (persistem no solo por vários anos) e, posteriormente, acumulam-se no homem e em animais.
A contaminação humana por agrotóxicos se dá por via direta (operários das indústrias de síntese, manipuladores e aplicadores) e por via indireta (população exposta). Os principais agentes de intoxicação entre os praguicidas são os inseticidas usados na agricultura, em ambientes domésticos e públicos, classificados em três grandes grupos: os organoclorados, os inibidores da colinesterase (organofosforados e carbamatos) e as piretrinas naturais e sintéticas.









 
A exposição a organofosforados é um problema que pode atingir boa parte da sociedade, desde os grupos mais expostos (operários, formuladores, aplicadores na agricultura ou no controle de vetores), até a população em geral, pelo uso doméstico destes produtos, pelo uso inadequado, pela proximidade a campos de cultura ou pelo consumo de alimentos contaminados. Logo, precauções devem ser tomadas para previnir não somente quadros de intoxicação aguda, mas também controlar a absorção de repetidas doses por longo tempo Sua principal ação farmacológica é a inibição da enzima acetilcolinesterase com conseqüente acúmulo de acetilcolina nas terminações nervosas. Na intoxicação, os efeitos manifestados inicialmente são muscarínicos: miose, sudorese, aumento das secreções brônquicas, salivação, lacrimejamento, vômitos, náuseas e diarréia, bradicardia e dores abdominais. Em seguida, os nicotínicos, quando diminui a severidade dos anteriores, manifestados por: tremores e cãimbras, hipertensão arterial, fasciculação muscular e flacidez, eventualmente morte por parada repiratória ou edema pulmonar.
Dentre os efeitos a longo prazo na exposição a estes compostos, o de maior ocorrência é o aparecimento de neuropatia periférica tardia, além de cefaléia, fraqueza, alteração de memória e de sono, anorexia, fadiga fácil, tremores, nistagmo.
O tratamento geral consiste na manutenção das funções vitais, seguida pela descontaminação com lavagem gástrica, até 6 a 8 horas após a ocorrência, até retorno límpido, caso haja ingestão, (retirar roupas e lavar as áreas atingidas, se exposição dérmica e respiratória) administrar carvão ativado 1grama por quilo de peso (máximo 50g), além de catártico. Especificamente, é utilizada a atropina que apresenta ação anticolinérgica e antimuscarínica e atua como tratamento sintomático, somente deve ser administrado nos quadros onde os sintomas muscarínicos são bem evidentes. Os exames laboratoriais complementares são a dosagem de atividade das colinesterases e a cromatografia em camada delgada (CCD), muito utilizado em toxicologia por ser um método físico-químicode separação de compostos e identificação através de comparação com padrões. A amostra pode ser conteúdo gástrico ou 1 ml de sangue com anticoagulante, o objetivo é confirmar a presença do agente tóxico.
Os piretróides quando ingeridos causam irritação e dor epigástrica, náuseas, vômitos, sonolência, fadiga, fraqueza, parestesia, visão turva, sudorese, dor torácica, pneumonites, fasciculações musculares, convulsões. Quando inalados ocasionam coriza, congestão nasal, irritação da orofaringe, reações de hipersensibilidade e no contato com a pele, queimação, prurido, hipersensibilidade e efeitos sistêmicos.O tratamento engloba as medidas de ordem geral: manutenção das funções vitais, medidas de descontaminação, se ingestão, proceder a lavagem gástrica, carvão ativado e catárticos; se derramamento nos olhos, deve ser realizada lavagem ocular cuidadosamente, se contato dérmico: lavagem corporal.
 




 
 
INTOXICAÇÕES POR PLANTAS
 
 
A intoxicação aguda por plantas, embora de incidência universal, sua distribuição e intensidade assumem aspectos regionais, quase sempre por ingestão acidental de uma planta ou de alguma de suas partes que é tóxica. Muitas vezes, a criança ingere ou manuseia uma planta tóxica levada por sua natural curiosidade e pelas suas características psicológicas de explorar o ambiente, também pelo desconhecimento do perigo de certas espécies.
Podem haver, ainda, a utilização de plantas venenosas para a alimentação, como por exemplo a mandioca-brava (cujo princípio tóxico é mais concentrado nas folhas e raiz). Tal ingestão determina um quadro de intoxicação cianídrica, com elevada mortalidade. O tratamento exige atendimento rápido em centros de referência, consiste em administração de nitritos, visando a formação de metemoglobina, que combina-se com o cianeto formando cianometemoglobina, praticamente atóxica. Administra-se a seguir hipossulfito de Sódio 25% que reagem com os radicais ciaídricos formando tiocianatos (Kit Cianeto).
Plantas ornamentais como "comigo ninguém pode", que são comumente causadoras de acidentes, causam grande irritação de mucosas, pela presença de ráfides de oxalato de cálcio: edema de lábios, dor em queimação, sialorréia, disfagia, afonia, cólicas abdominais, náuseas e vômitos. O tratamento é sintomático, podendo ser administrado um protetor de mucosa, como gelatina dissolvida ou clara de ovo.



 


A sugestão é previnir acidentes, tomando cuidados no manuseio de plantas, bem como alertar as pessoas para a utilização criteriosa, visto que as propriedades de alguns vegetais sofrem a influência de grande número de fatores e que morfologicamente é muito difícil distinguir a variedade tóxica da atóxica e que em certas, condições, esta pode apresentar as propriedades daquela e vice-versa. De maneira geral, as plantas podem produzir distúrbios digestivos, cutâneo-mucosos, alergias respiratórias e ser utilizadas como alucinógenos. 

É importante ressaltar alguns pontos para evitar acidentes:




  • Conhecer as plantas perigosas da região, da casa e do quintal, pelo aspecto e nome
  • Não comer plantas selvagens, inclusive cogumelos, a não ser que sejam bem identificados
  • Conservar plantas, sementes, frutos e bulbos longe do alcance de crianças pequenas
  • Ensinar as crianças, o mais cedo possível, a não pôr na boca plantas ou suas partes, alertando-as sobre os perigos em potencial das plantas tóxicas
  • Não permitir nas crianças o hábito de chupar ou mascar folhas, sementes, ou qualquer parte de plantas
  • Identificar a planta antes de comer seus frutos, não baseando-se na observação de aves ou insetos que a consomem, para saber se ela é tóxica
  • Nem sempre o aquecimento ou cozimento destroem a substância tóxica
  • Não fazer nem tomar remédios caseiros com plantas indiscriminadamente.
  










quarta-feira, 24 de abril de 2013

Como Agir em Um Infarto ?

Como reconhecer e agir diante de um infarto do miocárdio

 



Atenção: Você pode salvar uma vida!

Um infarto do coração é um evento assustador e você provavelmente não vai querer pensar sobre isto. Entretanto, se você aprender os sinais de infarto do coração e quais providências tomar, você pode salvar uma vida, talvez a sua. Usando essas informações  você será capaz de agir rapidamente, com calma e ordenadamente, se, por ventura, um membro da família, ou um amigo tiver um infarto do coração.


As más notícias:
Durante um infarto, um coágulo bloqueia a passagem de sangue para o coração. O músculo cardíaco começa a morrer. Quanto mais tempo demorar para iniciar o tratamento, maior o dano para o coração.



As boas notícias:
Felizmente, algumas formas de tratamento de abertura da artéria ocluida, podem interromper um Infarto Agudo do Miocárdio. Realizados imediatamente após o inicio dos sintomas, estes procedimentos podem prevenir ou limitar o dano ao coração. Quanto mais cedo iniciar, maior será o benefício e maior a chance de recuperação completa. Para serem mais efetivos, estes tratamentos devem ser aplicados dentro de uma hora do início dos sintomas de preferência em uma Unidade de Dor Torácica.



Quem está sob risco?
Muitas pessoas pensam que o infarto do coração é na maioria “problemas de homens”, ainda assim, doenças do coração são as principais causas de morte tanto para homens como para mulheres no Brasil.
Para os homens, o risco de ataque cardíaco aumenta depois dos 45 anos, para as mulheres, ataques cardíacos são mais prováveis de ocorrer depois da menopausa (geralmente, depois dos 50).
Além da idade, fatores que aumentam o risco de ataque cardíaco são:
  • Infarto prévio ou angina.
  • Pai ou irmão com infarto diagnosticado antes da idade de 55 anos.
  • Mãe ou irmã com infarto diagnosticada antes da idade de 65 anos
  • Diabetes
  • Colesterol alto no sangue
  • Pressão alta
  • Fumo
  • Obesidade
  • Inatividade física
Se você tem um ou mais desses fatores, consulte seu médico para descobrir como reduzir o seu risco de ter um ataque cardíaco.


Procure uma Unidade em caso de Dor Torácica
Os minutos são importantes! Qualquer um com sinais de alerta para ataque cardíaco precisa de tratamento médico urgente. Não espere mais do que alguns minutos (5 minutos no máximo) para ligar para a emergência.
Ligando para a emergência e chamando uma ambulância você vai chegar ao hospital da maneira mais rápida possível. Há também outras vantagens em chamar a emergência:
  • O pessoal da emergência pode começar o tratamento imediatamente mesmo antes de chegar ao hospital
  • O seu coração provavelmente vai parar de bater durante um ataque cardíaco. A equipe de emergência tem o equipamento e treinamento necessário para fazê-lo bater novamente
  • Pacientes com ataque cardíaco que chegam de ambulância tendem a receber tratamento mais rápido na sua chegada ao hospital.

Tome nota:  
Se você esta tendo sintomas de ataque cardíaco e por alguma razão não pode ligar para a emergência, chame outra pessoa para levá-lo direto ao hospital. Nunca dirija você mesmo, a não ser que não tenha outra escolha.

Retardar pode ser fatal
Muitas pessoas tendo um infarto esperam muito para procurar assistência médica e isto pode ser um erro fatal. Pessoas muitas vezes adotam a estratégia de esperar para ver como fica, retardando porque:
  • Não reconhecem os sintomas de infarto e pensam que é qualquer outra coisa
  • Estão com medo ou não admitem que os sintomas possam representar algo sério
  • Estão constrangidos em provocar uma “cena” ou irem ao hospital e descobrirem ser um alarme falso
  • Não entendem a importância de irem ao hospital imediatamente

Em caso de dúvida
Incerteza é normal. Muitas pessoas imaginam que um infarto tem inicio súbito e intenso, como um infarto de cinema ou novela, quando a pessoa aperta seu peito e cai.
A verdade é que muitos infartos começam insidiosamente como uma dor discreta ou apenas desconforto. Alguém que tem os sintomas não tem certeza que algo esta errado. Sintomas podem vir e desaparecer. Mesmo pessoas que já tiveram um infarto podem não reconhecer os novos sintomas, porque podem ser bem diferentes do infarto anterior.

Conheça os sinais

Os sinais de aviso do infarto são apresentados aqui. Aprenda, mas lembre-se: mesmo que não esteja certo de ser um infarto, você deve ser avaliado por um especialista.
  • Desconforto torácico - A maioria dos ataques cardíacos envolve desconforto no centro do peito que dura mais do que alguns minutos, ou que vai embora e retorna. O desconforto pode ser sentido como pressão ruim, aperto, estufamento, ou dor.
  • Desconforto em outras áreas da parte superior do corpo - Pode incluir dor ou desconforto em um ou nos dois braços, nas costas, pescoço, joelho, mandíbula, ou estomago.                                                                 
  • Falta de ar - Pode ocorrer com ou sem desconforto no peito.
  • Outros sinais - Podem incluir suor frio, náusea, ou sensação de desfalecimento. 
   
Plano Prévio
Faça um plano agora para o que você faria se um ataque cardíaco acontecesse. Isto vai poupar tempo e pode ajudar a salvar a sua vida ou de alguma outra pessoa. Para fazer um plano prévio:
  • Aprenda os sinais de alerta de ataque cardíaco listados nesta dica
  • Converse com seu médico sobre o seu risco de ataque cardíaco e o que você pode fazer para reduzi-lo
  • Desenvolva um plano de sobrevivência tendo a mão os dados relacionados abaixo. Mantenha esses dados em local acessível.
  • Converse com os membros de sua família, amigos, e colegas de trabalho sobre os sinais de alerta do ataque cardíaco e a importância de agir rápido
  • Explique as vantagens de ligar para a emergência ao invés de ir ao hospital de carro. Saber o que fazer num ataque cardíaco pode salvar a sua vida e a vida deles                                                                                                                                                                                                 

Informações importantes para levar ao hospital:
  • Medicamentos em uso
  • Alergia a medicamentos
  • Telefone residencial
  • Telefone comercial
  • Pessoa e telefone da pessoa que deverá ser contatada se você for para o hospital



Se os sintomas desapareceram completamente em menos do que 5 minutos, mesmo assim passe por uma avaliação.





sexta-feira, 5 de abril de 2013

Queimaduras


Queimaduras: o que fazer?


 

 


O QUE SÃO QUEIMADURAS?


São lesões térmicas causadas pela ação de um agente físico (calor ou frio) sobre a superfície da pele. A pele é o maior órgão do corpo humano e sua destruição pode levar a alterações locais e sistêmicas, as lesões sistêmicas são causadas pelo comprometimento de outros órgãos. São classificadas de acordo com a profundidade da lesão cutânea e a extensão corporal atingida. Quanto maior a extensão da superfície corporal queimada e a profundidade da lesão, maior a gravidade.


 CLASSIFICAÇÃO
 
Primeiro grau - quando apenas a camada superficial da pele (epiderme) é atingida. O sinal característico é a presença de vermelhidão da pele e ardor como ocorre na queimadura solar.



 
Segundo grau - quando, além da camada superficial, a camada intermediária da pele (derme) é atingida. Os sinais característicos são a presença de bolhas, dor e a perda de líquido pela área queimada. Também apresentam uma cor rósea após a rotura da bolha. São classificadas em superficial, quando apenas a camada superficial da derme é atingida, e profunda, quando além da camada superficial da derme a camada profunda também é atingida, podendo essa última transformar-se em queimadura do terceiro grau. 





Terceiro grau - quando, além da derme, o tecido celular subcutâneo (camada profunda da pele) é atingido. O sinal característico é a ausência de dor na área queimada, a formação de uma crosta seca e branca e a facilidade de extrair os pêlos.
As queimaduras também são calculadas através de esquemas específicos, dentre os quais o mais fidedigno é o de Lund e Browder, que correlaciona a idade com a superfície corporal. Geralmente, o cálculo é feito em hospitais pelas equipes médicas de plantão. Em Sergipe, 40% das queimaduras ocorrem em crianças, com maior incidência na faixa etária de zero a dois anos.









PRINCIPAIS AGENTES CAUSADORES


- Líquidos superaquecidos: água e alimentos quentes
 - Substâncias inflamáveis: álcool, gasolina, solventes, gás de cozinha

- Corrente elétrica: eletricidade (fios, tomadas descobertas, explosões)









- Substâncias químicas: ácidos (muriático, sulfúrico, etc.), bases (soda cáustica, etc.)


- Agentes biológicos: água-viva, caravela


- Fogos de artifício explosivos e não explosivos





COMO PREVENIR ?
- Não prepare alimentos quentes com a criança nos braços ou no colo; 

- Mantenha as crianças longe da cozinha, principalmente na hora do preparo das refeições. A maior parte das queimaduras causadas por líquidos superaquecidos ocorre nesse intervalo de tempo;


- Não deixe ao alcance das crianças substâncias inflamáveis utilizadas para limpeza no lar, como o álcool. Guarde-as em local bastante seguro. Por produzirem chama quando em combustão, essas substâncias servem de atrativo para as crianças, especialmente na época dos festejos juninos;


- Não dê fogos de artifício às crianças, principalmente do tipo explosivo. Além das queimaduras, eles causam lesões graves nas mãos, nem sempre passíveis de recuperação; 


- Não deixe fios e tomadas descobertas porque podem causar lesões graves nas mãos e bocas das crianças;


- Não exponha a criança ao sol por muito tempo, principalmente entre 10h e 15 horas. 







O QUE NÃO FAZER DIANTE DE UMA PESSOA QUEIMADA ?


- Nunca coloque sobre a área queimada alimentos como leite, manteiga, óleo de comida, cebola, clara de ovo, etc;
- Nunca aplique pomadas sobre a área queimada sem orientação médica;
- Não tente tratar o paciente sem ter o conhecimento médico científico necessário para a cura da lesão.




COMO AGIR DIANTE DE UMA PESSOA QUEIMADA ?

Se a queimadura for causada por líquido superaquecido (água quente, alimentos quentes)? - Esfriar imediatamente a área queimada com água gelada (de preferência) ou água corrente com a finalidade de neutralizar a ação do calor;
- Proteger a área queimada com um pano limpo;
- Não alimentar o paciente;
- Encaminhar imediatamente o paciente a um serviço de urgência para a devida avaliação pela equipe médica e, se necessário, tratamento com cirurgia plástica.



Se a queimadura for causada por substância inflamável (álcool, gasolina, thinner, etc)?
- Apagar a chama com um pano limpo úmido (de preferência);
- Esfriar a lesão com água gelada ou corrente;
- Proteger a área queimada com um pano limpo;
- Não alimentar o paciente;
- Encaminhar imediatamente o paciente a um serviço de urgência para a devida avaliação pela equipe médica e tratamento pela cirurgia plástica.

  

Se a queimadura for causada por substância química (ácidos e bases)?
- Lavar exaustivamente a área queimada com água corrente;
- Proteger a área queimada com um pano limpo;
- Não alimentar o paciente;
- Encaminhar imediatamente o paciente a um serviço de urgência para a devida avaliação pela equipe médica e tratamento pela cirurgia plástica.



Se a queimadura for causada por corrente elétrica (fios e tomadas descobertas)?
- Desligar a fonte de energia (disjuntor ou chave elétrica) ou afastar a fonte de energia (fio elétrico) com um isolante (pedaço de madeira) antes de socorrer a vítima;
- Encaminhar imediatamente o paciente para um serviço de urgência (hospital).



Se a queimadura for causada por agentes biológicos(água viva, caravela) ?
- Lavar a área queimada com água corrente;
- Proteger a área queimada com um pano limpo;
- Encaminhar o paciente para um serviço de urgência (hospital).



Se a queimadura for causada por fogos de artifício ?

1. Explosivos:
Além da queimadura, existe nesse tipo de trauma a laceração e a perda de tecidos associados à lesão. É bastante comum nesse tipo de trauma a amputação dos dedos e até da mão, e a lesão das estruturas ósseas, ligamentares e do aparelho flexor e extensor dos dedos, associado a hemorragia causada pelo trauma.
- Proteger a área queimada com um pano limpo;
- Caso haja lesão da mão ou dos dedos, elevar o braço para diminuir a hemorragia;
- Encaminhar o paciente para um serviço de urgência (hospital).



2. Não Explosivos:
- Esfriar a área queimada com água gelada ou corrente;
- Proteger a lesão com um pano limpo;
- Encaminhar o paciente para um serviço de urgência (hospital). 



Obs:
NAS QUEIMADURAS QUE OCORREM EM AMBIENTE FECHADO, GERALMENTE HÁ INALAÇÃO DE GASES TÓXICOS. NESSES CASOS, É FUNDAMENTAL TAMBÉM O TRATAMENTO MÉDICO IMEDIATO PARA CUIDAR DE UMA POSSÍVEL INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA.



QUEIMADURAS SÃO LESÕES GRAVES QUE ATINGEM A PELE E QUE CAUSAM DISFUNÇÕES EM MÚLTIPLOS ORGÃOS E SISTEMAS, PODENDO LEVAR À MORTE. PREVENIR É SEMPRE O MELHOR REMÉDIO

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Nunca se esqueça de primeiramente ligar para o serviço de atendimento especializado  SAMU: 192 / Bombeiros: 193